Encontro num papel quase jogado fora uma frase: queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que escrevi. Se não tivesse assinatura, eu teria cometido um crime. Passei anos buscando o amor através das letras, das frases bem colocadas, dos pontos exatos. Nada nunca aconteceu. Conquistei amigos, e até alguns admiradores com as palavras que chamei de minhas, mas nunca, nenhuma vez, as pessoas que amei sequer leram o que escrevi. Posso dizer que me angustia menos, uma vez que é impossível lutar contra a espontaneidade. Também não tenho mais a fúria romântica instaurada no peito, e talvez, nem tenha certeza se tenho remetente direto. Muitas vezes, penso que aqui está o que há de mais profundo em mim, e como num baú de segredos, aqui fosse o lugar da revelação.
Ledo engano, sou apenas rascunho. Aqui estão apenas os primeiros grifos e rabiscos. Aquilo que pontuo como relativo. Minha sem-vergonhice. Aqui está tudo aquilo que não combina com a minha seriedade cotidiana.
Thanks.
2 comentários:
Estou na lista dos conquistados.
Nunca esqueço uma frase pichada num muro que li certa vez...
"conquisto tudo que não quero"
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