eu não consigo descansar
durmo e acordo e tudo na mesma
o peito cheio de angústias
e (quase) ninguém entende
e eu continuo exagerada
mau-humor
sim, eu sou mau-humorada, egóista e especialmente chata quando quero.
mas isso é só de vez enquando.
80% das vezes eu sou muito legal, simpática, converso com todo mundo e não me incomodo em fazer os programas alheios.
só que essa semana tá extremamente difícil, entende ?
minha mãe sempre falava pra eu agir bem direitinho pra, quando eu precisasse, poder fazer umas bobagens que as pessoas iriam relevar, a final, isso não seria do meu perfil.
calma lá, essa frase ficou so much estranha, eu não to falando de falta de caráter nem de nada, mas de quando vc acha que por ter sido legal a maior parte do seu tempo, se vc for por 5 minutos chata, todo mundo vai entender.
doce engano.
ninguém entende, nem os outros nem eu. porque as nossas vontades são instantâneas, e não tem como mudar isso.
mas eu to tentando, quer dizer, na verdade eu to tentando me importar menos, num geral. parar com aquela coisa freudiana de querer encontrar motivo em cada respiração. aliás, eu tenho chegado à conclusão que o freud é o rei da insegurança. sinte e aceite, e pronto isso deve bastar. esse negócio de adivinhação travestida de ciência não tá com nada.
bom, eu vou parar por aqui. vou ver o sol que abriu a janela e esperar a minha companhia pro almoço, pra aliviar a dor e salvar o que ainda resta de mim nesses dias turbulentos.
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
e agora? um ensaio!
Eu tenho que escrever um ensaio pra faculdade e não sei nem por começar. Logo eu, que passei 18, dos meus 21 anos ensaiando pra todo tipo de apresentação, não consigo sentar a bunda na cadeira e escrever a porcaria de um ensaio sobre Machado de Assis. Na verdade não é sobre Machado de Assis, mas sobre dois contos dele, “Cantiga de Esponsais” e “Um Homem Célebre”. Os dois contam tratam de talento e vocação, e principalmente, de não estar satisfeito com o que se é. A música, que não é só plano de fundo, mostra como o popular e o erudito no Brasil são conceitos muito, ou melhor, muitíssimos complicados de serem aplicados.
Tem um livro do Wisnik, que faz umas referências muito boas sobre alguns contos do Machado que usam a música como cenário. E eu leio, releio e tudo que eu penso não passam de meras paráfrases do que todo mundo já disse. Porque todo mundo já falou sobre Machado, porque todo mundo já falou sobre pessoas que não estão satisfeitas com o que são, sobre fama em oposição à realização pessoais, frustrações e dores. E aí, o que eu escrevo?
Tem um texto do Adorno sobre o gênero “ensaio”, e lá ele diz algo como escrever sobre o que te tocou, expor seus pensamentos sem se preocupar com forma ou conclusões, mas sentir o texto e externalizar esse sentimento. Tá, mas assim, tirando todas essas coisas que, se eu abordar não vão ser mais do que ecos ressoando tudo que todo mundo já disse nesses anos de existência, sobre o que eu posso falar?
Também não sei porque agora me veio esse tipo de preocupação, logo eu que nunca me incomodei em fazer um trabalho mal-feito. O problema todo é que eu sempre ensaiei, e ensaio pra mim era repetição, aperfeiçoamento da obra final. Vai, deixa eu rir. Eu vou aperfeiçoar o Candido? O Bosi? Não, muitíssimo obrigada. Eu acho é que vou tentar alguma coisinha mais sentimental, com um português bonito e tocante, algo que pegue no ponto firme de quem leia, e que resgate todos os meus anos de ensaio em que precisava encontrar um novo motivo todos os dias pra refazer e repensar tudo aquilo que meus pés pareciam já saber de cor.
Bom, agora eu vou parar com essa lenga-lenga e começar meu trabalho.
Beijotchauoutro.
Tem um livro do Wisnik, que faz umas referências muito boas sobre alguns contos do Machado que usam a música como cenário. E eu leio, releio e tudo que eu penso não passam de meras paráfrases do que todo mundo já disse. Porque todo mundo já falou sobre Machado, porque todo mundo já falou sobre pessoas que não estão satisfeitas com o que são, sobre fama em oposição à realização pessoais, frustrações e dores. E aí, o que eu escrevo?
Tem um texto do Adorno sobre o gênero “ensaio”, e lá ele diz algo como escrever sobre o que te tocou, expor seus pensamentos sem se preocupar com forma ou conclusões, mas sentir o texto e externalizar esse sentimento. Tá, mas assim, tirando todas essas coisas que, se eu abordar não vão ser mais do que ecos ressoando tudo que todo mundo já disse nesses anos de existência, sobre o que eu posso falar?
Também não sei porque agora me veio esse tipo de preocupação, logo eu que nunca me incomodei em fazer um trabalho mal-feito. O problema todo é que eu sempre ensaiei, e ensaio pra mim era repetição, aperfeiçoamento da obra final. Vai, deixa eu rir. Eu vou aperfeiçoar o Candido? O Bosi? Não, muitíssimo obrigada. Eu acho é que vou tentar alguma coisinha mais sentimental, com um português bonito e tocante, algo que pegue no ponto firme de quem leia, e que resgate todos os meus anos de ensaio em que precisava encontrar um novo motivo todos os dias pra refazer e repensar tudo aquilo que meus pés pareciam já saber de cor.
Bom, agora eu vou parar com essa lenga-lenga e começar meu trabalho.
Beijotchauoutro.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Voltei à postar no Barna, uma poesia sobre o riso, escrito em meio ao tédio de uma aula sobre o riso. Ohyeahbabe.YeahYeah.Yeah.
_________________________________________________________________
Cantiga
é o amor que vem e vai
eu você e ninguém mais
um versinho pobrezinho,
eu faço pravocê
meu amorzinho
tão pequeno
tão pequenininho
que nem cabe
todo o meu amor
mas um pedacinho
um pedacinho
uma fatia
daquilo que eu sinto
e que nunca sei dizer
e hoje vou tentar
traduzi-lo pra você
o meu coração é tão pequeno
mas é seu
os meus versos pobres
são tão pobres mas são seus
tudo que eu faço, sem medida
é só seu
em tudo que eu sou
tem também
pedaço seu
tanto que eu nem sei
quem que fez os versos meus
seus.
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Cantiga
é o amor que vem e vai
eu você e ninguém mais
um versinho pobrezinho,
eu faço pravocê
meu amorzinho
tão pequeno
tão pequenininho
que nem cabe
todo o meu amor
mas um pedacinho
um pedacinho
uma fatia
daquilo que eu sinto
e que nunca sei dizer
e hoje vou tentar
traduzi-lo pra você
o meu coração é tão pequeno
mas é seu
os meus versos pobres
são tão pobres mas são seus
tudo que eu faço, sem medida
é só seu
em tudo que eu sou
tem também
pedaço seu
tanto que eu nem sei
quem que fez os versos meus
seus.
sábado, 15 de novembro de 2008
eu preciso acreditar que as coisas acontecem por algum motivo.
e essa foi pra abalar o meu quase-psicótico controle sobre tudo.
é, todos estamos propensos a falhar.
mesmo que você faça tudo direitinho, pode ser que aquela mínima porcentagem de tudo dar completamente errado se torne avassaladoramente real.
durmi com esse barulho.
e essa foi pra abalar o meu quase-psicótico controle sobre tudo.
é, todos estamos propensos a falhar.
mesmo que você faça tudo direitinho, pode ser que aquela mínima porcentagem de tudo dar completamente errado se torne avassaladoramente real.
durmi com esse barulho.
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