quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Não tem propaganda.

Você se doa.
Doa a quem doer.
Doa a si.
Doa tudo.
Doa amor.
Doa até o fundo – de garantia que nunca chega.
Aí você murcha. Cessa. Estanca.
Você ficou vazio.
Deixou seus pedaços espalhados por aí.
Esqueceu.
“A vida dói”
Doa a quem doer – ela ouviu na rua.
- Doa, que me dói.
Doa o que?
Agasalho, alimento não perecível, brinquedo usado.
Doa o que eu dei.
Doeu.
Saiu.
Fugiu.
Me doa
De volta
Pra mim?

domingo, 27 de novembro de 2011

Despedidas

É difícil deixar tudo que você construiu para trás, como se fosse fácil. É complicado ir embora e deixar quem a gente gosta - como se tivesse jeito. É estranho tentar decidir a própria vida sem parecer negligente. É preciso ser forte, firme e – como eu sempre digo pras minhas crianças – acreditar em você mesmo. Nas suas próprias convicções, nos seus valores, no que você quer pra sua vida – e como você vai conseguir isso. Saber que, às vezes, não é a dificuldade do caminho que faz ele te levar pra onde você quer. Mas é como você anda por ele – porque a sua estrada de tijolos amarelos, é você quem deve construir. E ir embora não é abandonar, abandonar é sair correndo como quem está atrasado e entrou no ônibus errado. Pra ir embora é preciso arrumar o quarto, fazer as malas, dar um beijo em quem fica e segurar as lágrimas até a porta da saída.  Ir embora é mudar-se. E quando a gente se muda, a gente nem sempre sabe o que vai acontecer depois. A gente sabe que precisa, que é vital, que é necessário. Mas isso é muito diferente de ser bom e seguro. Essa é aquela hora que a gente anda sem olhar pra trás, porque se olhar, volta pra pegar o pedaço que ficou. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tensão

Eu sempre fui muito preocupada com tudo. Qualquer coisinha mais ou menos já era capaz de me tirar o sono. Sabe aquele tipo de gente responsável demais, realista demais, certinha demais? Pois é, eu faço parte dessa raça que não consegue dormir se um trabalho está atrasado, se está em débito com o chefe, se mentiu pro pai, se deixou de fazer alguma-coisa-que-estava-programada-pra-hoje. Acho que uma das coisas que minha mãe mais vem repeito nos últimos 24 anos é "relaxa, minha filha, não adianta estressar por isso". Eu costumo viver a milhão, acordo pensando no banho, tomo banho pensando no trânsito e quando eu saio de casa, estou tão entretida com tudo que tenho que fazer de manhã que nem percebo que o trânsito estava - ou sempre tem estado? - incrivelmente bom hoje.
E é claro que, ao contrário do que minha facilmente-estressada-vida me mostra, eu estou - quase- sempre adiantada. O problema é que eu não percebo isso e, ou arranjei mais um-milhão-de-coisas pra me tirar o sono, ou estou incrivelmente doente - afinal, nem uma ferrari agenta andar só de primeira!
E aí que quem vive assim acaba não vivendo. Acaba levando a vida tão a sério que esquece que ela é uma só - ou talvez seja esse o problema? O problema mesmo é que os problemas são sempre menores do que a gente costuma imaginar. E que problema mesmo é a gente não ter onde morar e o que comer. O resto é pra gente ir levando, fazendo um pouco dali, um pouco de lá. Sem se preocupar se vai dar tempo - se lembrar que o tempo é a gente que faz. Parar de fugir e de reclamar por não ter tempo pra si mesmo. Se permitir descansar  em plena segunda-feira e fugir da dieta quando você passar em frente aquela sorveteira que há tempos você queria ir. Deixar de lado os livros teóricos e pegar aquele romance água-com-açúcar que você comprou e deixou encostado - porque tinha coisas mais importantes pra fazer.
Viver é estar disponível pra aproveitar tudo que a vida pode te dar. Mas pra isso, é preciso que você não esteja com 3 litros de café no corpo ou dispensando jantares pela sua cama. Gaste seu tempo com aquilo que mantenha seu copor acordado sem precisar de nenhum miligrama de cafeína.
Tenho dito.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gripe

Acho que uma das piores coisas de se sentir no mundo é a gripe. Ela simplesmente acaba com todos os sentimentos possíveis e passíveis de acontecer dentro de você. Tudo está bom. Tudo está ruim. Tanto faz. Você só quer que alguém leve um copo de suco de laranja na sua cama e meça sua febre de quatro em quatro horas. Você quer ter o direito de ficar mal humorada e de só ter vontade de dormir e claro, querer que todos entendam que, apesar disso, você se levanta de manhã, encara o maior trânsito do mundo e vai pro trabalho – e tenta realizá-lo da melhor maneira possível (mesmo que no fim do dia você arrisque dizer pras crianças: vamos brincar de dormir? E obviamente a resposta é não, a final, dormir é pros fracos – ou pros que podem) Aí você volta tenta dormir um pouco, não consegue, vai, faz suas coisas – tudo malfeito, claro, até porque você não consegue se lembrar da metade do que realmente tem que fazer e perde um tempo imensurável fazendo coisas inúteis como procurar onde estão os lenços que - óbvio que você se esqueceu, acabaram. Aí você vai pra faculdade, cansada, com frio, febre e sono. E claro, a aula é a mais legal do mundo e você simplesmente se odeia porque não consegue aproveitar a única coisa decente que te aparece de presente por causa daquela maldita gripe. Você volta na esperança do suco de laranja, ou de qualquer coisa que faça você se sentir um pouco-menos-pior do que você já se sente. Mas já é tarde, todo mundo tá dormindo. Aí você toma dois comprimidos – pra ver se melhora rápido – se encolhe debaixo das cobertas e dorme profundamente até a hora mais feliz do seu dia ( não, o suco de laranja não veio!), é quando  você acorda assustada pensando meu Deus, perdi a hora! E quando olha no relógio ainda são duas da manhã e você tem mais 3 horas e 45 minutos pra dormir em paz.
Você quer que todo mundo entenda, ou que pelo menos alguém entenda. Isso porque você detesta se sentir vulnerável e incapaz. Você detesta não se sentir bem o suficiente pra sair da sua cama e fazer todas aquelas coisas que tinha planejado. Porque a gripe derruba e faz com que a gente se sinta pequeno de novo, querendo casa, amor e cama. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vestir-se-me

Quando a saudade era muita, ela vestia as meias dele. Era uma forma, ela pensava, de te-lo mais perto de si, aquecendo seus pequenos e gelados pés. Ela ainda não tinha se decidido se era bom ou ruim:  tê-lo perto de si era mantê-lo em seu pensamento até quando não queria pensa-lo. Era sentir o frio entre seus dedos, era sentir o incômodo, a estranheza de seus pequenos pés frente a meias tão grandes. Era sentir-se ligada, conectada, ainda que ilusoriamente, à existencia dele. A vida só e solitária que levava, perdia o sentido quando seus pés se aqueciam, seus dedos se embaraçavam, sua mente, sempre focada, se permitia esquecer da realidade temporária (e migrar para uma eternidade insolúvel). Vestir suas meias era como sentir seu perfume. Sentir saudade era, então, sentir presença.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O velho método da tentativa e erro.

Wordpad, porque quando a gente abre o word parece que só monografias devem sair de lá - e eu nunca fui muito boa em trabalhos escolares.
A questão é, eu abri esse arquivo e agora preciso colocar uma letra depois da outra, formar frases, sentenças, parágrafos e com sorte, alguma coisa legível. O problema é que a sorte nunca foi minha aliada, ela sempre andou de lado, à esquerda, e quando eu olho pro lado, ela já passou. Aí vai a Laura trabalhar mais, estudar mais, dormir menos, ficar cansada demais, chata demais e reclamona demais. Ela fica tão insuportável que nem ela mesma se aguenta. Começa a olhar pro lado e fica aquela coisa meio Caio, do mundo passando que nem roda gigante e você lá na fila, esperando uma vez que nunca chega - porque talvez ela não seja sua. Esperar inutilmente deve ser ruim, pior é não esperar - ou não saber o que. Entrar nas filas pra se sentir parte do mundo, pro tempo passar mais rápido, pra que, de alguma maneira, você se sinta mais gente. Mas você não se sente, não adianta. As coisas em volta de você são irritantemente chatas e sem vida. As pessoas falam e você sente as letras se dissolverem em nuvens de fumaça e se esvaírem pelo céu antes de conseguirem perfurar seus duros e cimentosos ouvidos. E você continua sabe-se lá o motivo. Talvez porque não haja outra saída. Talvez porque esperar seja uma saída. Talvez porque você saiba que ainda não sabe, mas no fundo, espera que os pontos se liguem e tudo faça sentido.

terça-feira, 26 de julho de 2011

About.

É tanta coisa na cabeça. É medo de não conseguir, de não suportar, de abrir a janela e tudo continuar igual. Medo de não crescer nunca. Medo de ficar à mercê das pessoas e das situações. Medo de amar demais. Medo da intensidade. Medo da falta, da ausência. Medo de ser esquecida e jogada às traças. Medo de deixar as coisas importantes pra trás por besteira. Medo de confundir as besteiras. Medo de ficar e não ir. Medo de fugir e ser bom, de  ficar e ser ruim. Medo de mudar, de transformar. Se transformar naquilo que você nunca quis ser. Medo de não sustentar as próprias palavras, as próprias convicções, o próprio caráter. Medo de se deixar levar. Medo de não se deixar levar e ficar estaticamente à espera do caminho certo. Medo de não reconhecê-lo. Medo de já ter passado do tempo. Medo do antes já ser depois – e dá medo, porque o depois não volta a ser antes nunca. Medo de não haver segundas chances. Medo não haver nem primeira. Medo da vida. De colocar um pé depois do outro, buscar emprego, estudo e dinheiro. De conseguir e não saber o que fazer com tudo. De achar. Medo daquilo que eu acho que enxergo. Medo daquilo que não sou eu.

terça-feira, 19 de julho de 2011

I’ll try.
Again.
Porquê tudo é tão complicado? Eu olho pela janela e continuo vendo as mesmas coisas que há 5 anos atrás. As coisas ficam, as pessoas vão. O mundo se esvai e eu não sei em qual momento eu deixei as coisas todas irem embora pra longe de mim. Parece que conforme a gente vai crescendo e virando gente grande a gente vai se distanciando, sei lá, das coisas realmente importantes. Cada um quer construir a sua própria vida, como se a vida fosse uma caixa fechada em que – quando ou se- você quiser você abre pros outros entrarem e verem como ela é bonita. Que nem aquelas caixas decoradas nas papelarias do shopping.  Só que o problema mora aí: eu não sei se eu quero decorar uma caixa de papelão e abrir ela pra que os outros vejam como eu sou especial, inteligente e divertida. E eu também não quero passar a vida toda pedindo licença, mentindo e pulando de caixa em caixa.  As pessoas crescem,  encontram um parceiro ideal, procriam, criam e depois – obviamente – sofrem horrores pra deixar suas crias construírem suas próprias caixas. Não quero uma vida-caixa-de-papelão-decorada. Quero vida-apanhador-no-campo-de-centeio. Encontros e desencontros.  Quero a urgência, a necessidade. O acaso de uma vida inteira.  A devastação, a devassidão. O que não oprime nem suprime. Janelas e portas abertas – menos pra que os outros entrem, mais pra que meu ar saia. 

domingo, 22 de maio de 2011

Aqui e ali. Em qualquer lugar.

O quanto é duro crescer e sentir na própria pele o peso das suas escolhas. Ainda pior é sentir o peso da dúvida, do eterno e irremediável "se". Mas seria muito fácil me apoiar em futuros brilhantes, impassíveis de realização. O que eu quero dizer é, eu ter tomado as minhas decisões, não impede que meu coração queira se teletransportar pra um tempo e espaço em que tudo era possível. E se não fosse se tornava. Enquanto as luzes se acendiam e você focava num ponto de luz pra não precisar encarar a multidão - mesmo que fossem só três ou quatro. No abraço apertado e no choro engasgado, depois de tantas tentativas, de tantos sustos, de tantas brigas, de tantas vezes ter certeza de que estar lá seria impossível. Nas risadas, nas brincadeiras, no sorriso aberto de quem gostar de estar onde se está. Ali, onde o esforço sempre foi recompensado. Se existe um buraco vazio no meu coração, é porque ele ficou parte por lá. Não quis seguir comigo adiante. E, embora eu tenha tomado as minhas decisões, e tenha que - de alguma maneira - segui-las, foi ali - ou aí, ou aqui - que grande - a maior e  melhor - parte de mim se constititui. Por isso estou escrevendo, não sei se para agradecer, ou se para dizer que estive, estou e estarei sempre neste lugar. Meus melhores momentos, meus melhores amigos, minha melhor parte.

terça-feira, 17 de maio de 2011

e depois?

Eu tenho uma péssima mania de esconder meus problemas pra resolver o dos outros, e no alto dos meus vinteequatro anos ainda não entendo o quanto isso é insustentável. Não sei se foi pro isso que eu virei professora, ou se é por isso que meu peito respira fundo e eu abro um sorriso quando consigo tornar a vida de alguém mais bonita. Não tem coisa mais gostosa que inventar a felicidade – principalmente se você não acredita. Calma lá, é claro que eu acredito – remotamente – que um dia eu serei, de fato, feliz. Mas eu ainda preciso amadurecer pra entender que a felicidade não  está intrinsecamente ligada à uma casa, um cachorro e dois filhos barulhentos. Que a vida não é um filme daqueles que a gente chora vendo no cinema – só porque tá escuro. Eu sempre me perguntei o que acontecia depois dos finais felizes, odiava os fins de novela. Afinal, agora que tudo ficou bem, o que acontece? A gente não pode ver a felicidade? Minha mãe sempre falava, ah, gente feliz não tem graça, tudo fica muito calmo, por isso que acaba. Essa é uma das minhas maiores angústias, eu não quero que quando ela chegue, vá embora junto com os créditos finais. Por isso eu crio, invento, sugiro, inspiro. Talvez pra esquecer de mim, pra que não se preocupem, pra que não se lembrem que eu sou toda assim-assim. Mas aí as coisas voltam que nem um furacão – cheio de som e fúria – porque eu ainda não aprendi que abdicar de si é o oposto de se fugir da dor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Se olha, me digo.

aquilo que há de mais simples e sincero.

Ela tem medo. Eu nunca vou me esquecer dos olhos dela, fixos nos meus, dizendo: eu não posso esquecer. A gente se preocupava, não sabia o que acontecia. Aliás, a gente suspeitava, mas nada que não passasse dos limites da razão. Pessoas brigam, é normal. Não era normal. A normalidade, os padrões, tinha saído de perto da sua consciência fazia algum tempo. A gente falava, pedia, implorava. Ela tinha medo. Ela, naquela época, era petrificada pelo medo. Ela não falava. Você a imagina sem falar? Sem dar aquela risada que é a mais gostosa do mundo? Não, eu tenho certeza. Você, nem a maioria de vocês, sabe o caminho que ela trilhou pra que conseguisse acreditar que seus restos ainda formavam um todo. E que esse todo ainda poderia ser maravilhoso. E quando ela finalmente teve coragem, cicatrizes não se formam sem dores ou medo.  E ela se prontificou a esquecer. Como um náufrago no temporal, ela foi dura consigo mesma, não se permitiu distrações, até que toda dor tivesse se dissipado. A dor, aquela aparente, aquela que encobria seu riso, que tapava seus olhos. A dor verdadeira permanecia em seus olhos fixos do não-esquecimento. Ela creditava que esquecer era se permitir àquilo novamente. Por isso, criou casca, criou regras. Ela sempre segura, sempre linda, sempre inspirando sonhos. Transformou-se numa pessoa cuja sombra é o medo. Seu pavor a faz instituir regras de relacionamentos interpessoais que transcendem sua própria razão. Como se a perfeição fosse a negação da vida. Se eu pudesse, colocaria uma placa de frágil acima de sua cabeça. Se eu pudesse, arrancaria com minhas próprias mãos esse medo-destruição que ela cultiva dentro de si, que ela não se permite esquecer, que faz ela se tornar sua própria sabotadora.  

quinta-feira, 3 de março de 2011

É pequeno e dói.


Me lembro que uma vez, um conhecido me disse que eu era um universo quase impenetrável, que poucos podiam entrar. E meu professor, falando logo em seguida que, quem conseguisse penetrar, teria o poder da devastação.

Acho que uma das coisas mais legais - e piores também - que sempre dizem sobre mim é que sou de verdade. Eu não minto, não finjo, não engano. Eu gosto das cartas na mesa, dos pingos nos is. Sou de humanas, mas quando trato de pessoas, as coisas ficam um pouco, bem mais, racionais. Não aceito mentiras, trapaças, enganações. Não aceito falta de respeito, de consideração. Nem comigo nem com os meus. Nem com os meus, nem com qualquer meus dos meus. Enrugo a testa, parto em disparada. Meu universo volta à impenetrabilidade. Expulso tudo e todos, parto pra longe de mim, me entrego a todos os tudos. Desnorteio, meu medo avança. Minha total incapacidade de mentir, inventar e transformar me angustia. Não mudo, não sei mudar. De verdade, porque a verdade dói às vezes. De verdade, porque é a única saída.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

um causo.

Eram vinteeumanos, que ela gostava de escrever tudo junto, com lápis grafite número 2. Ela queria que seus anos se esticassem, alcançassem o inatingível. Queria poder apagá-los, voltar a trás, desistir. Começar de novo, quem sabe? Quem sabe com quantos quem sabe ela tinha construído sua carcaça. Eram três tatuagens, três arrependimentos. A lembrança só tornava o passado mais presente, e o presente se multiplicava em vias sem luz, pra um futuro reduzido. Tinha tentado tanto, lutado tanto e o fim nunca chegava. Estafa, cansaço. Queria que a socorressem da grande dor de viver. Tinha cansado dos batons vermelhos, dos cigarros, das risadas altas. Cansado da cerveja, da vodka, do bar escuro, da noite vagando entre seus ouvidos. Tinha se esquecido do que era, de quem fosse ou tivesse sido. Suas unhas inquietas que tilintavam sob a mesa eram o único indício de sua total descompostura frente ao mundo. De resto, era bonita, grande e alegre. Pena que era só resto, seu tudo havia se perdido. A raspa do bolo, o farelo da bolacha, a espuma da cerveja. Tudo se misturava, crescia e q deixava confusa. Não separava seus anos pra não se perder mais ainda, pra que pelo menos eles, não escapassem de seus dedos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A gente pensa que vai fazer falta. Aí quando a gente vê, faz mais que falta, faz saudade.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Qual o seu sonho?
-Uma casa, três filhos e dois cachorros. Uma boa companhia pros dias de chuva, e um peito em que eu possa me apoiar quando as coisas ficarem realmente difíceis.

. Eu sei que se eu trabalhar duro e me esforçar bastante, eu vou alcançar todas as minhas aspirações profissionais. Mas eu também sei que não existe felicidade sem um abraço pra compartilhar - um bom abraço, quente e protetor. Eu acho engraçado como as pessoas querem tanto um bom emprego, um salário melhor e uma boa previdência privada. Os números do futuro são preocupantes, tiram seu sono. O que eu vou ser? O que eu vou fazer? Por onde eu começo? Você quer chegar em algum lugar, mas não sabe nem direito onde. Você deixa de lado seus amigos, seus amores, sua suposta felicidade por que quer ser mais. Porque não quer se prender, ou desviar seu foco. Mas pra onde você olha? No que você realmente acredita? Quem você vai ser, daqui há dez anos, num sábado à noite chuvoso? Eu nunca abri concessões, as pessoas sempre foram, são e serão a parte mais importante da minha vida. Porque eu até sobrevivo sem uma boa aposentadoria, mas sem abraços generosos e risadas incansáveis, eu acho que não chego nem lá.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Desculpa se te chamo de amor

Desculpa se te chamo de amor.
Federico Moccia.




Alessandro e Nikki, ele atropela ela. Ela atropela ele. O amor seria então nada mais que um tropeção ao acaso? Se ele não estivesse lá. Se ela não estivesse ali. Se fosse assim, todos as outras condicionais não teriam existido. Mas estavam, ao acaso ou ao destino. Atropelaram-se mutuamente, suas necessidades, ânsias e medos. Encontraram-se plural, permitiram-se a singularidade das paixões arrebatadoras. Arrabataram-se e permitiram-se viver. Porque o amor, esse sim, é o motor de arranque da vida.

Porque as minhas palavras são poucas e pequenas perto destas. Porque ele disse tudo que eu precisava ler, e que um dia talvez, precise dizer. Porque ele me deu calma, paz. E a certeza de que, ainda que seja difícil, a sua felicidade só depende de você. E quando ela aparece, você não deve deixá-la escapar - é como se parte de mim dissesse que ainda não estou preparada e tenho medo, e a outra falasse, faça-a sua para sempre.

"O amor  mais bonito é uma conta errada, uma excessão que confirma a regra, aquela coisa para a qual você havia utilizado a palavra nunca. O que eu tenho a ver com seu passado, eu sou uma variável enlouquecida da sua vida. Mas não posso convencê-lo. O amor não é sabedoria, é loucura..."

"Acredito que você seja fundamentalmente bom e que poderia ser condicionado pela sua bondade a não fazer as escolhas certas. Às vezes pensamos em nossa vida como se fosse a resposta que tranquiliza os outros. Fazemos escolhas para agradá-los, para sedar o nosso sentimento de culpa, para obter a aprovação de alguém. Sem compreender que a única maneira de fazer os outros felizes é escolher o que é melhor para nós."

Fica a dica.