quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O velho método da tentativa e erro.

Wordpad, porque quando a gente abre o word parece que só monografias devem sair de lá - e eu nunca fui muito boa em trabalhos escolares.
A questão é, eu abri esse arquivo e agora preciso colocar uma letra depois da outra, formar frases, sentenças, parágrafos e com sorte, alguma coisa legível. O problema é que a sorte nunca foi minha aliada, ela sempre andou de lado, à esquerda, e quando eu olho pro lado, ela já passou. Aí vai a Laura trabalhar mais, estudar mais, dormir menos, ficar cansada demais, chata demais e reclamona demais. Ela fica tão insuportável que nem ela mesma se aguenta. Começa a olhar pro lado e fica aquela coisa meio Caio, do mundo passando que nem roda gigante e você lá na fila, esperando uma vez que nunca chega - porque talvez ela não seja sua. Esperar inutilmente deve ser ruim, pior é não esperar - ou não saber o que. Entrar nas filas pra se sentir parte do mundo, pro tempo passar mais rápido, pra que, de alguma maneira, você se sinta mais gente. Mas você não se sente, não adianta. As coisas em volta de você são irritantemente chatas e sem vida. As pessoas falam e você sente as letras se dissolverem em nuvens de fumaça e se esvaírem pelo céu antes de conseguirem perfurar seus duros e cimentosos ouvidos. E você continua sabe-se lá o motivo. Talvez porque não haja outra saída. Talvez porque esperar seja uma saída. Talvez porque você saiba que ainda não sabe, mas no fundo, espera que os pontos se liguem e tudo faça sentido.

Um comentário:

Maurício Fonseca disse...

eu sempre tenho a sensação,
de que, se eu
continuar andando, andando, andanadando
vou chegar diante do mar
com jangadas, como nos
desenhos do livro
da 8. série
mesmo sabendo que em SP
não há mar nenhum
não tem nada, nada, anda
mesmo assim subo uma ladeira
com a certeza que
depois do fim tem o mar.