sexta-feira, 20 de março de 2009

a poesia que eu fiz na sala de aula.

Eu fiz na aula, à pedido do professor. Se alguém acertar o comentário dele, eu posto aqui.



À Deanie Loomis,

Não sei de quem nem porque
Só sinto o que falo
Suponho o que sinto

A fragmentação se instaura:
Chocado lê, leio:

A poesia é o único universo onde a comunicação é plena
A cadeia alimentar dos sentidos
A transfiguração em grafite
(daquilo que não se transfunde, confunde, transforma)
Dependência:
Sozinha me vejo
Me encaminho e me perco
Cercada e perdida
A vida como se prostra em mim, se dá
Sem rimas

Da chuva que não cai
Para a face que não molha
Nada conflui
A seca se instaura e impulsiona
meu -próprio- ser
Arranho o papel
Um fluxo influenteafluente
Um rio que não cessa
Vazio.

terça-feira, 17 de março de 2009

Algumas palavras simbólicas sobre o sentir-se bem

Eu venço o sono e o cansaço, meu e seu, e me rendo ao amor, fazendo valer a prerrogativa de que somos melhores, sempre mais. Há algum tempo, tendo em vista a sua relatividade - e também, a minha e a sua, ou dele, no caso você, não o tempo -, minha alma se sente em paz. Como se isso fosse, de certa forma, algo não piegas e falso a ser dito. Mas não encontro indizibilidades que mostrem em sua própria siginificação o sentido que procuro. O referencial simplesmente me basta, hoje. Tenho a paz em meu coração transtornado. Entre as guerras instauradas em meu ser, perdoei tudo e todos. A mim, transversalmente, frente e verso, em cada diagonal e em todos os avessos possíveis, me rendi frente a minha própria imagem espelhada. Ainda me pergunto onde lugar posso ter me encontrado, antes de chegar no teu peito. Em algum lugar me perdi, antes de ti. De ti, de mim sem si. E lá, fá, sol. A música me invade e não faço concessões. Nada me é mais forte que a sensação plena de completude. A calma para se continuar seguindo em frente. o alívio no fim do dia, não pelo seu fim propriamente dito, mas pelo começo de vida que se instaura. Pelos olhos cansados e bocas que pouco falam, pela quase invisível linha pregada em nossas mãos. Por aquilo que se encerra, se termina. Os olhos se fecham, e pode-se dormir.

segunda-feira, 2 de março de 2009

(re) FLEXÃO

braços até o chão e o corpo numa reta horizontal
você só vê chão
ele se move lentamente pra cima e pra baixo
de acordo com o que você consegue suportar de si mesmo
o seu peso
o mundo que você sustenta nos ombros
o mais perto que você conseguir chegar do chão
como quem toca a realidade
faz de você um homem forte

domingo, 1 de março de 2009

se

pra que eu vou escrever
se você não se interessa
pra que eu vou falar
se você tem tanta pressa

se tudo que eu escrevo é pra você
se é na tentativa
de você me ler
quando você passa e vira a cara
se você nem olha e vira a página

se você não se interessa
se você tem tanta pressa
pra que eu vou escrever ?

de tudo que eu falo e me dedico
de cada coisa que eu me habilito
a conversão é sempre plena
ela nunca muda a cena
você passa e atravessa
e não há o que o impeça

se você tem tanta pressa
e também não se interessa
que trabalho eu devo ter?

me preocupar se você lê
declaração de amor
que é só pra você

e você mente que me vê
só pra não perder
o amor que eu sinto por você.