terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vou colecionar mais um soneto

Já conheço os passos dessa estrada...ela cantarolava enquanto carregava a sacola de frutas debaixo daquele sol escaldante. Mas estava feliz, aliás, desde que decidira tirar do peito qualquer coisa que a fizesse sentir-se mal, tinha conseguido ótimos resultados. Estava mais leve, mais livre, mais solta. Se sentia sozinha por vezes, mas sabia que isso seria inevitável. O que não era inevitável era se acomodar, seguir na mesmice, aguentar o que não te faz feliz, só pra não se ter o trabalho de ir buscar. E ela decidira que ia encontrar a felicidade, a qualquer preço, nem que isso a obrigasse a olhar mais pra si que pros outros. Mesmo assim, ela achava que ia acabar se tornando uma pessoa melhor. Mas esse negócio de ser alguém melhor, era pra ser consequência, nada de caso pensado. É certo que ela morria de medo de apodrecer esquecida num quarto escuro, mas com o sol que fazia lá fora, ela sorriu, seria quase impossível.

sábado, 26 de dezembro de 2009

tentativas, uma.

Faz tempo que não escrevo, ou melhor, faz tempo que não escrevo nada que não seja obrigada. Talvez porque eu precisasse de calma, e hoje a calma está aqui.

Não consigo escrever nada sobre o Natal porque ele não está aqui. Algumas coisas fazem cada vez menos sentido e não vejo motivos pra buscá-los. Nunca foi da minha personalidade tentar dar realidade para as coisas que eu não sinto, então os dias passam cada vez mais iguais por aqui.

Não tenho vontade de falar. Como se não encontrasse interlocutor capaz. Mas eu tento, quem sabe, num próximo ano.