Lá vem você de novo me tirar a respiração
Me inspira e se retira, me faz ser prosa sem poesia.
Transforma meus versos em quadrinhas de pirraça.
Me deixa sem chão, eu sou açúcar e você limão.
Você é música e eu predisposição.
Pra tudo, qualquer coisa.
Eu sou o rato que perdeu a roupa do rei de roma
enquanto eu sinto, você é sintoma
enquanto eu fujo, você é o que soma
Você é o rato que não viu a roupa do rei de roma
enquanto você escuta, eu digo
somos umbigo e abrigo,
o que é de verdade e o que é postiço
O que derrete e não se esquece
O que tatua e diz
que eu sou só sua
me diz que quis
qualquer me quer
me mostra assim
que eu sou
a sua mulher.
domingo, 31 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Imbróglio
eu faço poesia pra não ser literal
na prosa eu me escapo
me derreto e tudo acaba ficando banal
sentimento, lamento
escorre, me encolhe
e suja meus óculos
e faz com que eu feche os olhos quando o farol abre – só porque o sol está forte demais pra minha dor.
Vem pra cá, meu bem.
Me diz que você só quer ser meu bem
me faz dormir bem
me tira toda a angustia
me mostra
mostra que você gosta
não em deixa esperando
eu não vou mais esperar
se importa
não demora.
na prosa eu me escapo
me derreto e tudo acaba ficando banal
sentimento, lamento
escorre, me encolhe
e suja meus óculos
e faz com que eu feche os olhos quando o farol abre – só porque o sol está forte demais pra minha dor.
Vem pra cá, meu bem.
Me diz que você só quer ser meu bem
me faz dormir bem
me tira toda a angustia
me mostra
mostra que você gosta
não em deixa esperando
eu não vou mais esperar
se importa
não demora.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
Para a minha menina,
Aquela que parece nunca ir e sempre voltar - ou ao menos eu gosto de pensar que seja assim.
Pra você, as dedicatórias de todos os meus futuros livros. Pra que assim você não exiga dos outros - que nunca serão eu - aquilo que eu sempre pude te dar. Não peça mais do que ombros e mãos, para que enxuguem as suas lágrimas. Não fantasie, e não se deixe levar. Não vire uma dona de casa com três filhos chorões de um pai que vai te enojar.Não aceite ser menos do que você é, e não aceite que te tratem como eu.
Adeus meu pequeno grande amor,
Que você me trsnporte entre seus livros.
Eu pra sempre vou te amar, e, se um dia você mudar de idéia eu continuarei aqui - ou ali. A partir de hoje eu sou um homem a espera de uma mulher.
Ela fechou o livro, confusa não sabia mais o que tinha acontecido. Estava completamente perdida, a lembrança que parecia ter sido apagada como numa polaroid velha, a fez sentir um descolamento no peito, como se de si, tivesse sido arrancado um adesivo velho e ainda restasse a cola sujando o vidro. Ela encostou o dedo e ainda grudava. O amor seria sempre uma ameaça que volta e arranca as pessoas das cadeiras que cuidadosamente escolheram pra se sentar e ver o espetáculo sem serem incomodadas? Isso não aconteceria, não novamente. E ela já tinha achado outro livro bem esocondido na prateleira, esse sim, esse eu nunca vou ler, dobrou novamente o bilhete e o enfiou na penultima página.
Aquela que parece nunca ir e sempre voltar - ou ao menos eu gosto de pensar que seja assim.
Pra você, as dedicatórias de todos os meus futuros livros. Pra que assim você não exiga dos outros - que nunca serão eu - aquilo que eu sempre pude te dar. Não peça mais do que ombros e mãos, para que enxuguem as suas lágrimas. Não fantasie, e não se deixe levar. Não vire uma dona de casa com três filhos chorões de um pai que vai te enojar.Não aceite ser menos do que você é, e não aceite que te tratem como eu.
Adeus meu pequeno grande amor,
Que você me trsnporte entre seus livros.
Eu pra sempre vou te amar, e, se um dia você mudar de idéia eu continuarei aqui - ou ali. A partir de hoje eu sou um homem a espera de uma mulher.
Ela fechou o livro, confusa não sabia mais o que tinha acontecido. Estava completamente perdida, a lembrança que parecia ter sido apagada como numa polaroid velha, a fez sentir um descolamento no peito, como se de si, tivesse sido arrancado um adesivo velho e ainda restasse a cola sujando o vidro. Ela encostou o dedo e ainda grudava. O amor seria sempre uma ameaça que volta e arranca as pessoas das cadeiras que cuidadosamente escolheram pra se sentar e ver o espetáculo sem serem incomodadas? Isso não aconteceria, não novamente. E ela já tinha achado outro livro bem esocondido na prateleira, esse sim, esse eu nunca vou ler, dobrou novamente o bilhete e o enfiou na penultima página.
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