domingo, 3 de agosto de 2008

Para a minha menina,

Aquela que parece nunca ir e sempre voltar - ou ao menos eu gosto de pensar que seja assim.
Pra você, as dedicatórias de todos os meus futuros livros. Pra que assim você não exiga dos outros - que nunca serão eu - aquilo que eu sempre pude te dar. Não peça mais do que ombros e mãos, para que enxuguem as suas lágrimas. Não fantasie, e não se deixe levar. Não vire uma dona de casa com três filhos chorões de um pai que vai te enojar.Não aceite ser menos do que você é, e não aceite que te tratem como eu.
Adeus meu pequeno grande amor,
Que você me trsnporte entre seus livros.
Eu pra sempre vou te amar, e, se um dia você mudar de idéia eu continuarei aqui - ou ali. A partir de hoje eu sou um homem a espera de uma mulher.


Ela fechou o livro, confusa não sabia mais o que tinha acontecido. Estava completamente perdida, a lembrança que parecia ter sido apagada como numa polaroid velha, a fez sentir um descolamento no peito, como se de si, tivesse sido arrancado um adesivo velho e ainda restasse a cola sujando o vidro. Ela encostou o dedo e ainda grudava. O amor seria sempre uma ameaça que volta e arranca as pessoas das cadeiras que cuidadosamente escolheram pra se sentar e ver o espetáculo sem serem incomodadas? Isso não aconteceria, não novamente. E ela já tinha achado outro livro bem esocondido na prateleira, esse sim, esse eu nunca vou ler, dobrou novamente o bilhete e o enfiou na penultima página.

Nenhum comentário: