sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Um ano quase verde.

"É o quase que me incomoda,

Que me entristece,

Que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi."

Veríssimo.



Ano vai, ano vem e o meu querido, amado e idolatrado Palmeiras continua na fila.



Ano passado foi um ano difícil, de altos muito altos, e baixos suficientemente baixos para destruir os ânimos. Melhor ainda, foi o ano do QUASE.

No início, foi o Paulista, mas não doeu tanto, ainda tínhamos a - desculpa da - Libertadores. A classificação sofrida no brilhantismo de CLEITON XAVIER, a segunda santificação de MARCOS ( Aliás, aqui paira uma dúvida: depois de santo, o cara vira o que? Deus?) contra o Sport pra, ah, é, veja bem, como diria nosso nem tão querido assim, LUXEMBURGO, o time estava QUASE pronto, por isso não ganhou. Mas tudo bem, a diretoria - da qual, quero deixar mais que claro, só tenho do que me orgulhar - reformulou, e usando o melhor critério possível: não é palmeirense? FORA. Sai Keirrison, sai Luxemburgo. Queríamos Muricy, não deu. Jorginho surpreendeu. FICA JORGINHO, uma unanimidade se fez, mas mesmo assim não foi possível afugentar o medo de se ser leviano ou irresponsável: AH!É MURICY. O mestre dos brasileiros, indiscutivelmente o melhor veio, cheio declarações apaixonadas, a final, no Palmeiras só palmeirenses. Pediu um craque, mesmo para o mais otimista, VAGNER LOVE era um sonho distante. Mas o sonho verde e branco era grande, e conseguiu trazer o atacante do amor. O campeonato estava QUASE ganho. DIEGO SOUZA e CLEITON XAVIER na seleção foi a consagração, time QUASE campeão aclamava a imprensa brasileira. Bom pra quem comemorou.

Eu, sempre receosa, depois daquela virada histórica de 4x3 do Vasco na final da Mercosul de 2000, eu não me deixei levar pelo quase. Meu coração se apertava, e eu comentava com os amigos, acho que esse ano dá, acho que vai. Peguei estatísticas, tabelas, fiz contas e mais contas. Ainda não havíamos ganho. A cada jogo eu gritava, desesperada por ver de novo um campeonato se esvair pelos meus dedos. E claro, como uma sina, um karma, o quase se colocou como um troféu de incapacidade na tela da minha televisão.

Eu não sei de quem foi a culpa. Eu não quero saber. Eu acredito em finais felizes. E meu coração estará a disposição sempre, verde que te quero verde.

Um comentário:

Bruno Barrio disse...

Nem me fale. Estive acompanhando de longe o palméiras e foi complicado!
Saudade, Laura!