Ponho uma música qualquer. Só me importa o volume. A garganta dói, mas continuo prendendo o choro. Acho rídiculo chorar, pelo menos agora. Acho que eu gastei demais meu choro, acho que eu me gastei demais. Não faz muito tempo eu me dou por gente, e costumava não por planos no papel pra evitar a decepção. Ledo engano meu, menina que pensava controlar o mundo. Controle é a depreciação do cuidado. Doação sempre é demais. E eu demorei muito pra aprender. E não apreendo. Bato a cabeça em todas as paredes e no chão. Agulha do compasso que segura a ponta que risca. Diametralmente oposta ao risco eu estou. Inflou e subiu aos céus como um balão. Isso poderia ser uma carta de despedida, mas é só um lápis segurando uma mão.
2 comentários:
mando-te um abraco sincero!!!
Queria dizer só que você não está sozinha.
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