domingo, 3 de maio de 2009
Verde que te quero verde.
Eu não acreditava mais. De família de santistas, eu vi todas as minhas forças se esvaírem junto com as do Diego Souza no último jogo da semi-final. Afinal, aquele não era o meu Palmeiras, disso eu tinha certeza. Reformulação, reestruturação. Fica Belluzo, sai Luxemburgo - aquele que eu não consigo perdoar -, quero que percam logo, quero o time do Palmeiras vestindo essa camisa. Quero respeito, eu falava sem disfarçar as lágrimas que caíam de vergonha daquele time que vestia a minha camisa sem propriedade nenhuma. A Libertadores só serviria pra triunfar o fracasso, eu estava magoada, triste, me sentia traída por aquele que eu amava sem restrições. Contra o Colo-Colo, contra a declaração do Luxemburgo de segurar o jogo, contra a minha mágoa, eu assisti, e desisti aos 40. Virei pro lado e não permiti que meu coração sofresse mais uma vez, fechei os olhos e só não desliguei a tv por teimosia.Gol. Virei pro outro lado, bem feito eu falei. Até que eu ouvi um Palmeiras. E vi Cleiton Xavier gritando junto comigo, eu vi o Palmeiras. Como se algo divino tivesse acontecido. Esperei o replay, o gol. Olhou, chutou e fez. Na raça, na confiança. Porque quem veste a camisa alviverde pode arriscar, Deus sempre ajuda.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
aos 45 minutos do segundo tempo?
você gosta de sofrer.
O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso...
KUSS E.
Postar um comentário