quarta-feira, 29 de abril de 2009

Não me deixa mais rasgar o coração assim.


Ponho uma música qualquer. Só me importa o volume. A garganta dói, mas continuo prendendo o choro. Acho rídiculo chorar, pelo menos agora. Acho que eu gastei demais meu choro, acho que eu me gastei demais. Não faz muito tempo eu me dou por gente, e costumava não por planos no papel pra evitar a decepção. Ledo engano meu, menina que pensava controlar o mundo. Controle é a depreciação do cuidado. Doação sempre é demais. E eu demorei muito pra aprender. E não apreendo. Bato a cabeça em todas as paredes e no chão. Agulha do compasso que segura a ponta que risca. Diametralmente oposta ao risco eu estou. Inflou e subiu aos céus como um balão. Isso poderia ser uma carta de despedida, mas é só um lápis segurando uma mão. 

2 comentários:

Mr. Mojo Risin' disse...

mando-te um abraco sincero!!!

Fran Noya disse...

Queria dizer só que você não está sozinha.