segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

e 2010 está acabando.


Foram 361 dias vividos até a última gota de suor- ou lágrimas. Me lembro como se fosse hoje, ou como se não se fosse. Porque algumas coisas, por mais que pareçam se desmantelar, ainda deixam - e pra sempre, talvez, deixarão - suas marcas. Não sou amesma que terminou 2009, em todos os aspectos. Me formei, comecei outra, trabalhei duro, fui promovida duas vezes em um ano. Aprendi que o trabalho dignifica o homem, de verdade. Aprendi a dormir tarde, acordar cedo, a não deixar o coração amolecer por bobagens. Aprendi que ainda não sei discernir as bobagens. Depois eu perdi. Perdi meu exemplo vivo, de vida, amor, e bem-estar. Perdi, e perdendo, descobri que é preciso sorrir - em qualquer tempo. E de repente, me percebi: lá estava eu, pensando que qualquer coisa valia a pena. Valer sem valor, valer por estar, por não querer desperdiçar, jogar fora. Até que um dia a casa cai, pois vai vá curtir, seu deserto, vai. Liguei o som baixinho do carro, ouvir pra escutar melhor. Expulsar, expurgar, mandar embora. Aprendi a ser forte e fazer o que é certo - mas principalmente, que não tem nada melhor que um abraço amigo. Chorei muito, sorri mais ainda. Abracei tanto, mas tanto que acho que meus braços até cresceram. Aprendi que beijos estalados numa manhã chuvosa são o melhor remédio pra uma noite mal dormida. E que noites mal dormidas são muito bem vindas de vez em quando. Não consegui deixar o tempo passar, saí correndo e cheguei primeiro. Quero que 2011 seja igual, seja bom, seja doce. Que me dê mais tempo, mais beijos estalados e mais abraços apertados. Que seja, enfim, bom, incrivelmente bom. 

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