Eu to pensando em desconsiderar postar minhas poesias aqui até o fim do semestre, isso porque - acho que eu já disse, mas não custa relembrar -, eu tenho uma matéria na faculdade que me obriga a ter uma produçãozinha poética até o fim do semestre, com no mínimo 10 poemas. Até aí tudo bem, é só eu postar aqui e entregar lá, mas é que eu to com uma ligeira impressão que o professor não gosta desse tipo de coisa, ou vê esse blog - que eu espero, sinceramente, do fundo do meu coração, que seja mentira - , ou tem poderes sobrenaturais. Porque eu quis dar uma de espertona e dei pra ele uma poesia de janeiro, eu acho, e ele fez um comentário meio ardiloso durante a aula, algo do tipo, eu só quero poemas pós-março, e eu me senti a idiota perfeita. É óbvio que bate aí meu senso de honestidade, que já tava meio cambaleante frente à minha atitude sabichona, mas de qualquer maneira, eu vou tentar me controlar. Apesar de morrer de vontade de saber as opiniões alheias antes de entregar, até porque, se ele me vier com um zilhão de críticas, eu me daria por satisfeita em pensar nele como um contemporâneo barato e frustrado. Mas é hora de crescer e lidar com as verdades que as pessoas escancaram na nossa cara, né?
Enfim, essa matéria não me ajuda em nada a produzir, só em confunde e me dá preguiça. Eu sempre escrevi, desde que me conheço por gente, e agora eu sinto que travei, ou melhor, que eu fui imbuída duma preguiça sem fim. Até porque quando eu tento produzir em casa com calma e obstinação saem coisas bem gostosas. O que me pega de jeito, é que nessa aula, agente tem uns dez minutos pra escrever, e isso me tira do sério, de verdade. Se a idéia é ser instatâneo, ou pelo menos, sem preparações, eu preciso ao menos de tempo. Não em incomodo em que alguém vire pra mim agora e fale, escreva sobre a bezerra desmamada, a questao é que eu preciso de um tempo INDETERMINADO pra fazer isso. A não ser que eu esteja insipirada - sim, porque eu acredito na inspiração, e hoje eu descobri que o Drummond também, então nem preciso de ressalvas, certo? -, mas voltando, se eu estiver inspirada eu termino o poema em 10 minutos mesmo, o fato é que quando eu não estou eu preciso primeiro organizar minhas ideias, fazer elas degrudarem da cabeça, e às vezes até procurá-las atrás da orelha ou no meio do esôfago, e isso demanda tempo. Então ultimamente eu tenho feito uns poeminhas de - desculpe a expressão - poeminhas de merda, que nem eu mesmo gosto. E aí a porcaria do meu ego - que é tão bem cuidado, eu levo toda semana na manicura, juro -, fica meio, digamos, abalado. Um porque eu realmente escrevi mal, e dois por que o dito cujo professor também achou que eu escrevi mal. Ou seja, bingo! A Laura não é um gênio, e droga, ela precisa trabalhar para que as coisas saiam realmente boas. Então hoje eu escrevi, como não escrevia há muito tempo, e gostei do resultado, lapidado, com cuidado, com força e conteúdo. Vamos ver, se eu não me aguentar eu posto.
Um comentário:
Não vou deixar você se aguentar.
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