Oh yeah.
ano-novo-vida-nova -adoro o dueto.
praia, fogos, champagne, sorrisos e abraços. um festival de pedidos, de mentes desejosas, cheias de esperança em novos sucessos. o problema todo é que eu não gosto disso. sim, sim, eu sou chatíssima. não acredito em ano novo e, muito menos nas tão famosas resoluções de ano novo. me deprime sinceramente pensar numa listinha de objetivos pros próximos 365 dias. em primeiro lugar porque , depois que você lê schopenhauer, essas "metas pro próximo ano" não passam de uma tentativa de fugir do tédio, que cedo ou tarde, será inevitável. E depois, se eu não consigo nem me manter numa porcaria de um regime que dura 2 semanas, como eu vou em manter em resoluções pro ano todo?
As coisas mudam, as pessoas mudam, eu mudo e você muda. Todos, inevitavelmente mudamos. Sem pausas para pensar, sem balanço de dados, sem tempo ou programação. Quando você percebe, você pediu uma salada de brócolis achando uma delícia. E sem maiores explicações você passou a ser pontual, pontualíssima, e a - pelo amor dos deuses! - se irritar profundamente com que sem atrasa mais do que 5 minutos do combinado. E você agora, talvez nem se lembre mais de todos os namorados que perdeu por deixá-los horas - pra ser eufêmica, claro -, esperando na frente do cinema. Pois é, o cinema continua no mesmo lugar, mas hoje é você quem não admite um mínimo de atraso. Então pra quê determinar objetivos? Pra que traçar planos para abril, junho e outubro ? Porque afirmar que você precisa perder 5 quilos até abril, como se você não conguisse, se tornasse uma total fracassada. Arranjar um emprego até maio? E se surgir uma oportunidade de estudar fora, assim, na melhor universidade da Inglaterra? O que você faz? Vai pegar sua listinha de resoluções pra 2009 e falar: ah, bom, eu vou continuar procurando um emprego. E se sua melhor amiga ficar internada por dias no hospital e que, pra fazê-la feliz sabe que vai ter que entupi-la de docinhos que ela adora, você realmente vai deixar de come-los só pra não fugir da resolução de abril ?
Não faça planos, não sucumba sua felicidade à moldes pré-fabricados. Faça sempre o melhor de si, e deixe que as suas estalactites se formem, sozinhas e originais. Formadas por tudo que sai de você, livres, constituindo aquilo que há de mais belo e verdadeiro. O que você foi e o que você é, comemore o seu passado e se liberte para o futuro.
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