eu nunca gostei de natais e amanhã vou passar pelo 21°.
é, as coisas não são sempre como queremos que elas sejam.
coação palpita, os olhos fecham, e não tenho muito o que dizer - ou quase nada.
triste e solitária, a mulher à espera de um homem.
aquela que olha a prateleira cheia de livros, mas que a vontade se perde ao levantar os braços.
muitas idéias na cabeça e pouco tijolo, concreto, cimento.
pouca tinta colorida também, papel de carta, lápis de cera.
música só o que o ouvido pede, esqueci do coração.
sinto e pressinto, mas minto.
incontínua, fragmentos empilhados na corda bamba.
a lona que proteje da chuva, o público que aplaude.
mas parece que tudo sumiu.
escuro e frio, o quarto está.
fecho os olhos e persisto na capacidade de sonhar.
me proteger por essa noite.
amém.
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