domingo, 22 de maio de 2011

Aqui e ali. Em qualquer lugar.

O quanto é duro crescer e sentir na própria pele o peso das suas escolhas. Ainda pior é sentir o peso da dúvida, do eterno e irremediável "se". Mas seria muito fácil me apoiar em futuros brilhantes, impassíveis de realização. O que eu quero dizer é, eu ter tomado as minhas decisões, não impede que meu coração queira se teletransportar pra um tempo e espaço em que tudo era possível. E se não fosse se tornava. Enquanto as luzes se acendiam e você focava num ponto de luz pra não precisar encarar a multidão - mesmo que fossem só três ou quatro. No abraço apertado e no choro engasgado, depois de tantas tentativas, de tantos sustos, de tantas brigas, de tantas vezes ter certeza de que estar lá seria impossível. Nas risadas, nas brincadeiras, no sorriso aberto de quem gostar de estar onde se está. Ali, onde o esforço sempre foi recompensado. Se existe um buraco vazio no meu coração, é porque ele ficou parte por lá. Não quis seguir comigo adiante. E, embora eu tenha tomado as minhas decisões, e tenha que - de alguma maneira - segui-las, foi ali - ou aí, ou aqui - que grande - a maior e  melhor - parte de mim se constititui. Por isso estou escrevendo, não sei se para agradecer, ou se para dizer que estive, estou e estarei sempre neste lugar. Meus melhores momentos, meus melhores amigos, minha melhor parte.

Um comentário:

Maurício Fonseca disse...

Eu costumo catalogar todas as decisões que não tomei e criar mundo paralelos, criar pessoas que deixei de conhecer ou lugares, crio as personagens, com características físicas, tom de voz, cheiro, perfume, assim o tempo passa mais rápido, pois de repente, passou um ano ou três e eu nada quase fiz de concreto. Será mesmo?