terça-feira, 17 de março de 2009
Algumas palavras simbólicas sobre o sentir-se bem
Eu venço o sono e o cansaço, meu e seu, e me rendo ao amor, fazendo valer a prerrogativa de que somos melhores, sempre mais. Há algum tempo, tendo em vista a sua relatividade - e também, a minha e a sua, ou dele, no caso você, não o tempo -, minha alma se sente em paz. Como se isso fosse, de certa forma, algo não piegas e falso a ser dito. Mas não encontro indizibilidades que mostrem em sua própria siginificação o sentido que procuro. O referencial simplesmente me basta, hoje. Tenho a paz em meu coração transtornado. Entre as guerras instauradas em meu ser, perdoei tudo e todos. A mim, transversalmente, frente e verso, em cada diagonal e em todos os avessos possíveis, me rendi frente a minha própria imagem espelhada. Ainda me pergunto onde lugar posso ter me encontrado, antes de chegar no teu peito. Em algum lugar me perdi, antes de ti. De ti, de mim sem si. E lá, fá, sol. A música me invade e não faço concessões. Nada me é mais forte que a sensação plena de completude. A calma para se continuar seguindo em frente. o alívio no fim do dia, não pelo seu fim propriamente dito, mas pelo começo de vida que se instaura. Pelos olhos cansados e bocas que pouco falam, pela quase invisível linha pregada em nossas mãos. Por aquilo que se encerra, se termina. Os olhos se fecham, e pode-se dormir.
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4 comentários:
...adoro os teus pensamentos!
KUSS
eduardo
yo también ;)
...adoro os teus pensamentos! [3]
pq nós temos poderes
Sensação de completude sempre me foi uma coisa meio estranha. As pessoas costumam associar isto à uma idéia de estabilidade, do ter tudo o que se pode querer. Eu tenho pensado no equilíbrio, no estado em que se pode-se dizer sustentável, em que se é e se aceita, em que existem caminhos trilhados que não impedem em nada a imensidão dos caminhos a trilhar...
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