domingo, 14 de setembro de 2008
Braços que não alcançam as paredes.
A frase ao meio
o que diferencia o cheio do vazio
um ponto de exclamação
um grito no vácuo
palavras que se misturam
sentimento de cimento
mento minto mente
mente pensa, sente ?
concreto que é cinza
anilina, mas não pinta
como se eu tivesse tudo na mão
como se eu só não tivesse mão
comparo no desamparo
enlouqueço entristeço
só perco, me perco
labririnto do erro
medo do medo
é medo de sentir medo
diarréia: líquido do que se sente
alguns pedaços e tudo água
o fedor que impregna o pensamento
pensa que minto e tento
invejável a capacidade de não se ser
meu senti-mento
tenta grudar um tijolo no outro
sem expectativas
marrons como a bosta que sai do cu
realidade crua, nua
tudo que suja
só o que suja é válido
te move ou te transforma
só a lama perfura
só o mangue une.
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2 comentários:
Me encanta como escribes.
Atte. Rider
Bolivia
pra variar, mais um...
=D
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