terça-feira, 19 de julho de 2011

I’ll try.
Again.
Porquê tudo é tão complicado? Eu olho pela janela e continuo vendo as mesmas coisas que há 5 anos atrás. As coisas ficam, as pessoas vão. O mundo se esvai e eu não sei em qual momento eu deixei as coisas todas irem embora pra longe de mim. Parece que conforme a gente vai crescendo e virando gente grande a gente vai se distanciando, sei lá, das coisas realmente importantes. Cada um quer construir a sua própria vida, como se a vida fosse uma caixa fechada em que – quando ou se- você quiser você abre pros outros entrarem e verem como ela é bonita. Que nem aquelas caixas decoradas nas papelarias do shopping.  Só que o problema mora aí: eu não sei se eu quero decorar uma caixa de papelão e abrir ela pra que os outros vejam como eu sou especial, inteligente e divertida. E eu também não quero passar a vida toda pedindo licença, mentindo e pulando de caixa em caixa.  As pessoas crescem,  encontram um parceiro ideal, procriam, criam e depois – obviamente – sofrem horrores pra deixar suas crias construírem suas próprias caixas. Não quero uma vida-caixa-de-papelão-decorada. Quero vida-apanhador-no-campo-de-centeio. Encontros e desencontros.  Quero a urgência, a necessidade. O acaso de uma vida inteira.  A devastação, a devassidão. O que não oprime nem suprime. Janelas e portas abertas – menos pra que os outros entrem, mais pra que meu ar saia. 

Um comentário:

Thay disse...

Hum, oi.
Ouvi falar de você através da Fran.
E legal o blog, hem.

Até breve. ^^