sábado, 24 de julho de 2010

O meu eu de cada dia

São oito horas da manhã  e eu estou deitada na cama sentido o frio bater nas minhas costas. Semana que vem eu estou de férias, e não faço absoluta idéia do que fazer com elas. Eu nunca sei o que fazer com as coisas que estão nas minhas mãos, depois de esperas ansiosas, até o bolo de chocolate perde a graça. Ando com muita preguiça, preguiça de comer, de dormir, de ficar sem fazer nada. Ando com saudades antecipadas, de quando os meus pequenos virarem gente do mundo. Ando com um pé depois do outro, com calma, e, isso eu já aprendi, se cansar eu paro. Não vou parar pra sempre, mas eu posso me sentar e tomar um sorvete. Depois eu continuo ou não, depende da companhia. Não quero me alongar, quero ser como sou curta, pequena, mas cheia de tirinhas de prazer. Quero cuidado, de fora e de dentro. De fora pra dentro, de dentro pra fora. Quero muito, quero ser. Me levantar e continuar a escalar a vida de hoje. O meu eu de todo dia.

Um comentário:

Fran Noya disse...

Ah, a sua varanda, preciso visitá-la mais vezes, repetidamente sempre. Principalmente agora que não é mais "só isso".

bjs