entretrechos
Ele se sentia uma marionete, as cordas esticando letamente seus braços que não eram elásticos. Puxavam e repuxavam, e à essa altura já não sabia mais quem o segurava. Sua força motriz havia se dissipado, se sentia perdido à merce de quem fosse mais forte, e temia estar sempre sendo levado para onde não queria. Intuitivamente, sabia que sucumbia à forças que só o distanciavam daquilo que conhecia de si. Precisava romper suas amarras, mas tinha medo de não se sustentar sem elas. E se caísse, quem o seguraria ?
Um comentário:
Oi Laurinha! Muito legal..estou me sentindo um pouco assim...estou largando tudo aqui, mas não é fácil 'romper as amarras'...
saudades!
bjoss,
gege
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